Abolição da Escravidão: charges na aula de História

Publicado por Caroline Dähne em

As charges certamente são um recurso didático amplamente utilizado pelos professores de História para os mais diversos conteúdos, com a Abolição da Escravidão não é diferente.

Pensando nisso, separamos 15 charges e dicas para que os professores possam incluir em suas aulas sobre o tema.

Observação: algumas das imagens possuem Direitos autorais, portanto seu uso deve ser apenas para fins educacionais. Na hora de utilizá-las lembre-se de referenciar seus autores.

Como utilizar charges na aula de História?

Oriente seus alunos para que eles percebam os elementos que compõem a charge, tais como:

  • Imagem: pessoas, objetos, roupas, gestos, cenários, símbolos, entre outros.
  • Texto: expressões, gírias, frases escritas, falas.
  • Referência: autor, data e local de publicação.

Para que os alunos realizem a análise, elabore algumas questões norteadoras que eles terão que responder, como por exemplo:

  • Identifique o tema da charge:
  • Qual o seu contexto histórico?
  • Quais foram as possíveis críticas do autor?

Por sua versatilidade, a charge pode ser utilizada tanto no Ensino Fundamental, quanto no Médio. Para isso, basta o professor adequar o encaminhamento da atividade de acordo com os objetivos e grau de dificuldade pertinentes a cada etapa de ensino.

O nosso tutorial completo sobre o uso de charges nas aulas de História você encontra no link abaixo:

Antes da Abolição

As charges abaixo podem ser utilizadas para a contextualização do processo que levou até a Abolição da Escravidão. Trabalhe com os alunos as leis que estavam surgindo naquele contexto e sua real aplicação na prática. Explique o ditado “Lei para inglês ver” e em seguida peça para que os alunos interpretem qual mensagem as charges transmitem.

Outra opção (com o uso da terceira charge) é falar sobre os processos de resistência dos escravizados como a fuga para os Quilombos. 

Lei do Ventre Livre

(In:NOVAES, Carlos Eduardo e LOBO, César. História do Brasil para principiantes: de Cabral a Cardoso, 500 anos de novela. São Paulo: Ática, 187). Disponível em: https://www.ifes.edu.br/images/stories/files/comunidade/coletanea_provas/integrado/prova-tecnico-integrado-2015-1.pdf 
AGOSTINI, Ângelo. Revista Ilustrada. 1884. Disponível em: https://www.infoescola.com/historia-do-brasil/campanhas-abolicionistas/exercicios/ 

Lei dos Sexagenários

Fugas e Resistência

AGOSTINI, Ângelo. Revista Ilustrada. 1887. Disponível em: http://blogconversadebar.blogspot.com/2010/05/13-de-maio.html 

Abolicionismo

Com a charge abaixo é possível demonstrar aos alunos os interesses opostos que estavam em voga nas discussões do contexto anterior à abolição. De um lado vemos os fazendeiros que não queriam abrir mão da escravidão e do outro os abolicionistas.

AGOSTINI, Ângelo. Revista Ilustrada. In: Retrato do Brasil. São Paulo: Editora Três/Política Editora, s.d. fascículo 10, p. 110. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/abolicao-da-escravatura-no-brasil/ 

Abolição

Sobre o processo da Abolição da Escravidão, separamos as duas charges abaixo. Na primeira é retratada uma comemoração devido à libertação dos escravizados. Já a segunda apresenta a Princesa Isabel assinando a lei e solicitando que um negro a levasse para sancionar, quando é questionada “Fazer o favor de quê?”. Numa alusão à liberdade recém adquirida.

Ambas as charges podem ser utilizadas para questionar aos alunos como foi realmente esse processo de libertação e se a mudança foi assim tão repentina.

Legenda: “Os troncos, bacalhaus (chicotes) e outros instrumentos de tortura alimentam as fogueiras, em redor das quais os novos cidadãos entregam-se ao mais delirante batuque”. 

Pós-abolição

Nas três charges a seguir, o professor de História pode orientar a análise baseada nas condições em que os ex-escravizados se viram no pós abolição da escravidão.

Para isso, questione os alunos quais críticas as charges demonstram, salientando os aspectos de não haver uma indenização para essas pessoas e nenhum planejamento por parte do governo para ampará-los.  

JUNIÃO. Princesa Isabel não me representa. 2015. Disponível em: http://www.juniao.com.br/princesa-isabel-nao-me-representa/
NANI. 13 de maio dia da abolição da Escravatura. 2012. Disponível em: http://www.nanihumor.com/2012/05/13-de-maio-dia-da-abolicao-da.html 

Passado X Presente

As últimas charges que selecionamos fazem uma relação entre passado e presente, bastante comum nas provas de vestibulares e Enem. As quais utilizam uma situação do presente para compreender determinado evento histórico do passado.

Com essas charges o professor de História pode trabalhar com os alunos as consequências da escravidão para a sociedade brasileira. Além de perceber as mudanças e permanências entre esses dois contextos históricos.

(Fonte: LEMOS, Renato (org.). Uma história do Brasil através da caricatura. Bom Texto, Rio de Janeiro, 2001.) Disponível em: https://enem.estuda.com/questoes/?id=631516 

  

MACHADO, Dalcio. o Ciclo do Trabalho Escravo. Disponível em: https://entrenoticias.com.br/charge-trabalho-escravo-no-brasil/ 
GUGA + Coletivo Miséria. 2010. Disponível em: http://miseriahq.blogspot.com/2010/11/escravidao.html  
Duke. Charge 14/05/2012. Disponível em: https://www.otempo.com.br/charges/charge-14-05-2012-3.101364

Charges sobre a Abolição na aula de História

As charges disponibilizadas acima fornecem amplas possibilidades como recurso didático nas aulas de história. A forma como cada professor vai utilizá-las depende da série e faixa etária dos alunos, assim como, dos objetivos da aula.

Curtiu nossas dicas? Se utilizar alguma em suas aulas, nos conte nos comentários.

Até a próxima.


Caroline Dähne

Mestre em História, Cultura e Identidades e graduada em Licenciatura em História pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Desenvolve pesquisas relacionadas a Segunda Guerra Mundial, Discursos jornalísticos, Patriotismo e Nacionalismo, Imprensa brasileira e Propagandas de guerra. Atualmente atua como professora de História na rede particular de ensino na cidade de Curitiba-PR.

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