Muralha em Game of Thrones

Publicado por Caroline Dähne em

A fim de proteger Westeros do perigo inominável que acompanha o inverno, os homens que habitavam o norte construíram a Muralha há cerca de 8 mil anos.

Além dos Reinos dominados pelas famílias poderosas de Westeros, as Crônicas de Gelo e Fogo demonstram a importância de um território que está sob o domínio do Povo Livre, o qual não se submete ao domínio dessas dinastias.

Nesse sentido, esse território é denominado de “Para Lá da Muralha”, e nele, não só habita o perigo, como também esse Povo Livre, que é considerado selvagem, pelos moradores de Westeros.

Post do Instagram com o título do texto: Muralha em Game of Thrones.

Muralha = proteção

Dessa forma, para isso, a fortificação feita de gelo, rocha e magia, é guardada pela Patrulha da Noite.

A qual, consiste em uma ordem de cavaleiros responsável por manter o perigo fora do território civilizado.

Juramento da Patrulha da Noite.

Mas afinal, como Martin teve uma mente tão criativa a ponto de criar essa trama?

Certamente, a história explica!

Nesse sentido, a Muralha de Game of Thrones foi inspirada na Muralha de Adriano, Imperado Romano do século II.

O qual, buscava proteger Roma da invasão dos Povos Bárbaros que habitavam suas Fronteiras.

Como trabalhar em sala de aula?

Primeiramente, inicie com a exibição da cena abaixo, do episódio 09 “The Watchers on the Wall”  da 4ª temporada.

Em seguida, projete o esquema abaixo com as dimensões da Muralha de Adriano:

Esquema sobre a Muralha de Adriano.
Muralha de Adriano. Reprodução Aventuras na História.

A partir disso, inicie uma discussão com os alunos sobre os motivos que levaram, os Romanos e os habitantes de Westeros, a criarem suas muralhas.

Bárbaros X Civilizados

Assim como, procure estabelecer com os alunos os conceitos de Civilizado e de Bárbaro.

Nesse sentido, pode-se iniciar a discussão com a análise da tirinha abaixo.

Em seguida, compare a visão de Game of Thrones, de quem eram os civilizados e os bárbaros, com a visão romana.

Além disso, trabalhe também quais eram os objetivos dos romanos em criar muralhas depois de tanto sucesso em suas expansões territoriais.

Em seguida, questione quais as ameaças que os povos bárbaros traziam a ponto de se criarem postos de controle de ameaças em suas fronteiras.

Outras possibilidades: Game of Thrones

Certamente exitem outras inúmeras possibilidades de análises dessa obra tão vasta que os professores podem realizar análises em sala de aula.

Portanto, deixamos abaixo outras sugestões que propiciam as discussões de:

Cavalaria Medieval:

Nesse sentido, pode-se trabalhar a instituição da Cavalaria durante a Idade Média através das representações do espírito e do comportamento de honra de seus membros;

Ordens religiosas:

Da mesma forma, aqui pode-se trabalhar a Igreja Católica e seu domínio, assim como as suas disputas, através dos conflitos entre a militância da Ordem dos Pardais e o conservadorismo do Alto Septão.

Povos Bárbaros:

Bem como, pode-se trabalhar o modo de vida dos Povos Bárbaros através da análise do comportamento do Povo Livre de além da Muralha.

Frase do personagem Mance Rayder sobre o Povo Livre que vive além da Muralha.

Recurso Didático

Lembrando que, assim como comentamos no primeiro texto sobre como usar Game of Thrones em sala de aula, é necessário que o professor se atente a classificação indicativa da série e dos livros, já que, por conter algumas cenas de nudez e violência, são apropriados apenas para maiores de 16 anos.

Assim como, nossa proposta se baseia na ideia de realizar uma abordagem teórica através do recorte de cenas ou diálogos específicos. Nesse sentido, fazendo o processo de mediação entre elementos midiáticos presentes no cotidiano dos alunos e o conhecimento escolar.

Referências Bibliográficas:

LOWDER, James. (Org.). Além da Muralha: Explorando o universo de As Crônicas de Gelo e Fogo de George R. R. Martin. São Paulo: Leya, 2015.

ROSA, Bruno Chepp; MASI, Guilherme Nicolini Pires; PEREIRA, Nilton Mullet. O potencial pedagógico da Idade Média Imagindada. Revista do Lhiste. Porto Alegre, RS. Vol, 2, n.3 (jul./dez. 2015), 948-968.

Série Game of Thrones. Emissora: HBO. 2011- 2017.

As Crônicas de Gelo e Fogo:
  • MARTIN, George R. R.  A Guerra dos Tronos. São Paulo: Leya, 2015.
  • MARTIN, George R. R.  A fúria dos reis. São Paulo: Leya, 2011.
  • MARTIN, George R. R.  A tormenta de espadas. São Paulo: Leya, 2011.
  • MARTIN, George R. R.  O festim dos corvos. São Paulo: Leya, 2012.
  • MARTIN, George R. R.  A Dança dos Dragões. São Paulo: Leya, 2012.
  • MARTIN, George R. R.  O cavaleiro dos Sete Reinos. São Paulo: Leya, 2014.
Usou alguma das nossas dicas em sala de aula? Conta pra gente nos comentários ;)
*As imagens, vídeos e trechos são aqui reproduzidos para fins pedagógicos.

Caroline Dähne

Mestre em História, Cultura e Identidades e graduada em Licenciatura em História pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Desenvolve pesquisas relacionadas a Segunda Guerra Mundial, Discursos jornalísticos, Patriotismo e Nacionalismo, Imprensa brasileira e Propagandas de guerra. Atualmente atua como professora de História na rede particular de ensino na cidade de Curitiba-PR.

0 comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *